Quando a Organização Mundial da Saúde foi criada, pouco após o fim da Segunda Guerra Mundial, havia uma preocupação em traçar uma definição positiva
de saúde, que incluiria fatores como alimentação, atividade física,
acesso ao sistema de saúde e etc. O "bem-estar social" da definição veio
de uma preocupação com a devastação causada pela guerra, assim como de
um otimismo em relação à paz mundial — a Guerra Fria
ainda não tinha começado. A OMS foi ainda a primeira organização
internacional de saúde a considerar-se responsável pela saúde mental, e
não apenas pela saúde do corpo.
A definição adotada pela OMS tem sido alvo de inúmeras críticas desde então. Definir a saúde como um estado de completo
bem-estar faz com que a saúde seja algo ideal, inatingível, e assim a
definição não pode ser usada como meta pelos serviços de saúde. Alguns
afirmam ainda que a definição teria possibilitado uma medicalização da
existência humana, assim como abusos por parte do Estado a título de
promoção de saúde.
Por outro lado, a definição utópica de saúde é útil como um horizonte
para os serviços de saúde por estimular a priorização das ações. A
definição pouco restritiva dá liberdade necessária para ações em todos
os níveis da organização social.
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